Um passo de cada vez


Ás vezes a impressão que se tem é que tudo corre depressa, exceto aqueles sonhos que um dia alicerçamos sob a força de nossas expectativas ilusórias.

Talvez, construímos “castelos de areia” demasiadamente sólidos para se desfazer, quando o que mais queríamos era nos ver livres de certas obrigações sentimentais que nós mesmos nos infligimos.

Saber dar um passo de cada vez é um exercício de sobriedade que requer a extração de nossas mais profundas morfinas.

Assim como bebês, é mais fácil engatinharmos sobre a vida. Dar passos é sinônimo de queda, dor, hematomas, feridas...
Mas como se prender ao chão?

Simplesmente é necessária a dor da queda para a lição de dar um passo de cada vez.

Quantas vezes sinto-me impelida a incorporar um cientista maluco, construir uma máquina do tempo e voar para uma época onde as incertezas presentes sejam substituídas por verdades solidificadas.

Que vontade de chutar o castelinho de areia, para que no âmago de mim não sobre a infantilidade de meus projetos absurdos.

Porém, a velha sanidade (ou a maldita ausência dela) me impõe o necessário ritmo para que meus passos sigam a marcha: Um passo de cada vez.

Mãe

Sabe, talvez eu não seja a filha que a senhora sempre sonhou.
Não sou perfeita.
Mas gostaria apenas que você soubesse o quanto eu lhe amo.
Sabe mãe, te amo pois estás ao meu lado.
Por sua verdade inquietante.
Pelo seu olhar que simplesmente me diz tudo sem falar uma palavra.
Por me ensinar a ser uma pessoa melhor.
Por abdicar de seus planos e sonhos mais íntimos para colocar os meus em primeiro plano.
Sei que não mereço tudo que fazes, mas creio que sua forma de ser mulher me molda a tudo aquilo em que um dia anceio eu me tornar.

DOM

Deus disse:
Vou ajeitar a você um dom:
Vou pertencer você para uma árvore.
E pertenceu-me...
Só não desejo cair em sensatez.
Não quero a boa razão das coisas.
Quero o feitiço das palavras.

(Manoel de Barros)

Minha amiga Thereza

Thereza é minha mais nova amiga.
Não sabe quem é Thereza?

Esta é a personagem principal da série “Tudo que é sólido pode derreter”, da TV Cultura.

A trama apresenta a vida uma adolescente “normal”, com todos aqueles sentimentos sem os quais os adolescentes não seriam adolescentes, porém, a protagonista mistura suas experiências pueris à literatura lusitana e brasileira dando um tom intimista a cada história dos clássicos, tornando-os deliciosos e relacionados ao cotidiano.

Tudo que é sólido pode derreter, é um exemplo de que a leitura pode se tornar um hábito agradável, saindo da obrigatoriedade hostil da literatura escolar que em nada coopera para a criação de vínculos dos adolescentes com os livros clássicos.

Com abordagem criativa, bons atores, ótimo roteiro e inúmeras aventuras, a Thereza merece um lugarzinho no seu círculo de amizades, afinal, ela é apaixonante. Todos que a conhecem torcem para que a próxima sexta feira às 19:30 se aproxime logo para uma nova prosa maravilhosa.

Eu, Orlando Bloom e o Acre


Preciso urgentemente de uma viajem...
Algo “Elizabethtown”, onde tudo acontece!
A única regra plausível é a distância mínima de MIL quilômetros daqui.
Sim, a rotina já me estressou.
Preciso de férias.
E do Orlando Bloom.
Já que não tenho dinheiro, nem um lugar interessante para começar meu roteiro, talvez eu apanhe o “cavalo manco” do tratado de Petrópolis e vá para o Acre.
Sim, o Acre, tudo vale...
Desde que seja há MIL Km daqui e com o Orlando Bloom.

Na sombra de Lewis


Simplesmente não tenho lá muita vontade de escrever...
Acredito que tal exercício retira de mim o mais profundo de minhas emoções, e pra falar a verdade, cansei de "mainardicamente" expor meus sentimentos.
Sei que neste momento sou totalmente ambígua, porém, deixem-me tentar extravasar um pouco dos meus lúdicos pensamentos da vontade de não pensar e não sentir.
Tenho lido C.S. Lewis, ele tem conversado comigo por meio das cartas que enviara há mais de meio século a uma senhora americana.
Como ele, tenho me preocupado bastante com aquilo que há de vir. Ainda não tenho a capacidade estética e intelectual (ou a ausência destas) para ser um “lírio do campo”, para acreditar que tudo tem seu tempo, seu encaixe. Talvez eu deva ser mais “Eclesiastica” (não no sentido clerical, mas é um neologismo que acabo de inventar para a vivência de Eclesiastes 3).
Enquanto não atinjo o estado vegetativo (e perfeito) de “lírio do campo”, simplesmente acredito na definição de Lewis. “Os braços eternos estão sempre a sustentar-nos, mesmo quando nem sequer imaginamos”.
Talvez seja mais cômodo ser levada por braços mais capazes que os meus...

DIA DA MENTIRA!



O Brasil não deve regredir!
O Diploma não deve acabar!
DIPLOMA SIM!
MELHOR PARA O JORNALISMO E ACIMA DE TUDO, MELHOR PARA A SOCIEDADE!

Pensem bem a quem se referem os verdadeiros interesses da derrubada da obrigatoriedade do Diploma....
Será a sociedade?
Esta não, pois 75% da SOCIEDADE aprova a obrigatoriedade do diploma (segundo pesquisa do instituto Sensus)!
Será a industria da comunicação e seus patrões?
Será que colocar quem lhes convem não é melhor à garantia de seus INTERESSES?!

ATENÇÃO!
NÃO VOLTEMOS AO DIA 1° DE ABRIL DE 1964...
A MENTIRA DESTE DIA PREVALECEU POR 21 ANOS!
SERÁ UM NOVO GOLPE À DEMOCRACIA?

AQUI FICA MEU PROTESTO, POR UM JORNALISMO DE VERDADE, COM JORNALISTAS DE VERDADE!