
Talvez, construímos “castelos de areia” demasiadamente sólidos para se desfazer, quando o que mais queríamos era nos ver livres de certas obrigações sentimentais que nós mesmos nos infligimos.
Saber dar um passo de cada vez é um exercício de sobriedade que requer a extração de nossas mais profundas morfinas.
Assim como bebês, é mais fácil engatinharmos sobre a vida. Dar passos é sinônimo de queda, dor, hematomas, feridas...
Mas como se prender ao chão?
Simplesmente é necessária a dor da queda para a lição de dar um passo de cada vez.
Quantas vezes sinto-me impelida a incorporar um cientista maluco, construir uma máquina do tempo e voar para uma época onde as incertezas presentes sejam substituídas por verdades solidificadas.
Que vontade de chutar o castelinho de areia, para que no âmago de mim não sobre a infantilidade de meus projetos absurdos.
Porém, a velha sanidade (ou a maldita ausência dela) me impõe o necessário ritmo para que meus passos sigam a marcha: Um passo de cada vez.




Deus disse: 

