Saudades


O tempo passa voando, tal termo já é clichê.
Sinto saudades dos momentos que se foram e que não fui capaz de reconhecer a ausência da eternidade nos detalhes.
Saudades daquele cheiro de pão recém tirado do forno.
Saudades das mãos calejadas que ofereciam doces como forma do carinho que as palavras eram incapazes de expressar.
Saudades do tic-tac daquele imenso relógio (majestoso) daquela sala.
Saudades da fruta vermelha com a leveza cítrica que só poderia ser encontrada naquele quintal.
Saudades do pé de Jabuticaba carregado com as maiores e mais doces frutinhas do mundo.
Saudades das prosas infantis recheadas de fantasia.
Saudades daqueles cabelos cuidadosamente tingidos com o tonalizante violeta.
Saudades do melado das roscas.
Saudades daquele olhar, dos conselhos, das histórias, do parque, da banquinha de verduras no rústico mercado.
Saudades da vida que não volta, da infância colorida, da verdade vital que o vento leva.
O imortal é fruto da mortalidade.
A saudade é a moldura que a vida se encarrega de compor para que o tempo não se resvale na imensidão eterno.
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Texto dedicado a meu avós:
Emilia Barbosa Saad e Maria Marciano Pedro
In memorian de Walter Saad e Fued Pedro

Aprendendo




Eu aprendi...Eu aprendi......que ter uma criança adormecida nos braços é um dos momentos mais pacíficos do mundo;

Eu aprendi......que ser gentil é mais importante do que estar certo;

Eu aprendi......que nunca se deve negar um presente a uma criança;

Eu aprendi......que eu sempre posso fazer uma prece por alguém quando não tenho a força para ajudá-lo de alguma outra forma;

Eu aprendi......que não importa quanta seriedade a vida exija de você, cada um de nós precisa de um amigo brincalhão para se divertir junto;

Eu aprendi......que algumas vezes tudo o que precisamos é de uma mão para segurar e um coração para nos entender;

Eu aprendi......que os passeios simples com meu pai em volta do quarteirão nas noites de verão quando eu era criança fizeram maravilhas para mim quando me tornei adulto;

Eu aprendi......que deveríamos ser gratos a Deus por não nos dar tudo que lhe pedimos;

Eu aprendi......que dinheiro não compra "classe";

Eu aprendi......que são os pequenos acontecimentos diários que tornam a vida espetacular;

Eu aprendi......que debaixo da "casca grossa" existe uma pessoa que deseja ser apreciada, compreendida e amada;

Eu aprendi......que Deus não fez tudo num só dia; o que me faz pensar que eu possa?

Eu aprendi......que ignorar os fatos não os altera;

Eu aprendi......que quando você planeja se nivelar com alguém, apenas esta permitindo que essa pessoa continue a magoar você;

Eu aprendi......que o AMOR, e não o TEMPO, é que cura todas as feridas;

Eu aprendi......que a maneira mais fácil para eu crescer como pessoa é me cercar de gente mais inteligente do que eu;

Eu aprendi......que cada pessoa que a gente conhece deve ser saudada com um sorriso;

Eu aprendi......que ninguém é perfeito até que você se apaixone por essa pessoa;

Eu aprendi......que a vida é dura, mas eu sou mais ainda;

Eu aprendi......que as oportunidades nunca são perdidas; alguém vai aproveitar as que você perdeu.

Eu aprendi......que quando o ancoradouro se torna amargo a felicidade vai aportar em outro lugar;

Eu aprendi......que devemos sempre ter palavras doces e gentis pois amanhã talvez tenhamos que engoli-las;

Eu aprendi......que um sorriso é a maneira mais barata de melhorar sua aparência;

Eu aprendi......que não posso escolher como me sinto, mas posso escolher o que fazer a respeito; Eu aprendi......que todos querem viver no topo da montanha, mas toda felicidade e crescimento ocorre quando você esta escalando-a;

Eu aprendi......que só se deve dar conselho em duas ocasiões: quando é pedido ou quando é caso de vida ou morte;

Eu aprendi......que quanto menos tempo tenho, mais coisas consigo fazer.


(Willian Shakespeare)

Felicidade



O caminho da felicidade começa no amor, passa pelo respeito, pela amizade, pelo limite e termina.....bem acho que não termina nunca, porque o que começa com amor NÃO PODE TER FIM.

GABRIEL CHALITA

Obama, o presidente descamisado



Gostaria de dizer algumas coisas sobre o Obama, porém, acredito não ter o status necessário para tal ...


Deixo este assunto nas melhores mãos para os assuntos de política internacional, Sérgio D´Ávila!



http://sergiodavila.blog.uol.com.br/


Mimo



Os sapatos, de preferência velhos e informes, com irregulares placas de barro ou apenas foscos, são muito mais belos que os sapatos lustradinhos, brilhantes que nem parquês. Qual o esteta que não sabe dessas coisas? Nem há de ser por outro motivo que os escultores jamais passam a ferro as calças das suas estátuas. Aqui em Porto Alegre só conheço uma delas, com caprichosos vincos de bronze - é o que logo se nota, porque não parece natural. Natural é a natureza. E a natureza é hippie. Onde já se vou uma árvore ridiculamente simétrica? E qual foi a Brasília que jamais teve esse incomparável imprevisto "ao Deus dará" de uma Itaoca? Bem, nunca falta um leitor para indagar que moralidade a tirar disso tudo... Nenhuma! Eu estava falando de beleza.

(Mário Quintana)
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E por falar em beleza, olha aqui meu objeto de desejo...
Amor a primeira vista!!!!!
"Melissa Lady Dragon"
Linda de viver como diria minha amiguinha Hebe, ai gracinhaaaaa!!!!
kkkkkkkk

Naziisraelismo





Há algum tempo tento desvencilhar-me do assunto da guerra do Oriente – Médio por motivos óbvios. Quem conhece meu sobrenome já sabe... Saad.
Porém a cada explosão o meu sangue explode, junto com o sangue das milhares de vítimas civis deste conflito imundo.

Talvez um pouco de história ajude a situar os perdidos em meio a tantas explosões.

Segundo as escrituras, a diáspora é conseqüência do mau procedimento do povo de Israel, para o dicionário este verbete significa a dispersão de um povo, emigração ou saída da pátria.

Aconteceram em Israel dois eventos denominados diásporas. A primeira ocorreu durante o governo de Nabucodonossor rei da Babilônia em 586 a.C. Já a segunda aconteceu no ano 70 D.c com a destruição de Jerusalém pelos romanos, fazendo os judeus migrarem para outros territórios como Ásia e Europa.

Baseando-se em tal acontecimento houve a criação do movimento denominado Sionismo (proeminente do Monte Sião) que prega a volta dos judeus à uma pátria comum para dentre tantos motivos diminuir o anti-semitismo. O local escolhido foi a Palestina, pois há mais de 8 séculos antes da criação do movimento havia sido moradia dos judeus não helenizados. O que os adeptos do Sionismo não analisaram era a existência de um outro povo culturalmente e etnicamente enraizada há 400 anos na área Palestina.

Com a desculpa do holocausto, os judeus conseguiram forças para que a causa Sionista fosse aprovada de forma espetaculosa e ligeira. Filmes foram produzidos, novelas, séries de TV, livros e toda a forma de divulgação do drama judaico. Os judeus sofreram xenofobia e deveriam ser ressarcidos pelos atos do animalesco Hitler. Porém não se fala das outras vítimas do extermínio nazista. Como foram indenizados os Testemunhas de Jeová, os homossexuais, os deficientes físicos? Serão eles contemplados atualmente com um território outrora ocupado há 400 anos?

Os meios de comunicação são em sua maioria de proprietários judeus. Assusta-me a cobertura dos jornais e revistas brasileiros à guerra. A revista Veja trás na manchete sobre o assunto desta semana a foto de soldados israelenses chorando a morte de um colega e induzindo o leitor a crer que o óbito daquele rapaz é culpa única dos árabes. Porém estima-se que mais de MIL civis palestinos tenham perdido a vida na guerra desumana de Israel. E estes são dados divulgados na imprensa de proprietários JUDEUS, ou seja, os números são muito superiores.

É um escândalo assistir a destruição de milhares de vidas, do estouro dos vários foguetes que todos os dias destroem as cidades e os anos de esforços populacionais. É inadmissível observar Israel bombardear o prédio da ONU e usar de bombas químicas contra a população. É simplesmente revoltante ligar a TV e ouvir o apresentador do Jornal Nacional anunciar que os partidos palestinos haviam sido banidos da legalidade e ao final bradar “vale lembrar que são apenas sete partidos, não fará muita diferença à democracia”.

É constrangedor para os sentidos humanos assistir tais fatos em plena consciência. Pode parecer que sou uma anti-semita, ou xenófoba, mas, não sou. Apenas acredito que Israel é um Estado tão cruel quanto o Estado Alemão no período nazista, porém, como os árabes detém pouco poder midiático, a versão histórica será apenas mais uma, tal como dos Testemunhas de Jeová, homossexuais e portadores de necessidades especiais, uma ossada em um campo de concentração, ou em uma explosão qualquer.

Que venha o novo filme de Spielberg.



A enfadonha normalidade




Dias normais acontecem com a normalidade do próprio termo.
A essência se perde junto à rotina, a inspiração se esquiva e vai brincar em algum lugar bem distante das minhas próprias mãos.
Existem dias que a própria dor de ser o que se é faz os olhos encherem-se do mais puro liquido que dá o fôlego à alma que se sente enfadonha com a monótona normalidade.
Às vezes o pensamento voa longe em direção a alguém que nem ao menos sabe da ronda silenciosa que não se finda.

Que o universo grite minha voz imune ao silêncio de hoje.
Que o sonho se realize na normalidade dos dias.
Que os olhos se abram em meio à ausência de realidade.
Que as mãos encontrem no trabalho o sentido de dar-se.
Que os ouvidos ouçam somente a voz verdadeira.
Que mesmo com o vento forte, aquele primeiro amor não seja levado e soterrado.
Que os dias não roubem a fidelidade que um dia jurei.

Que meu Universo seja resumido em poucas palavras.
Que eu saiba entregar-me com a monotonia, a normalidade dos dias e a pobreza do meu coração inquieto.