Mostrando os dentes




Sabe aqueles dias onde sorrir é a melhor expressão de tudo o que se sente?
Hoje estou assim...
Parece que todo esforço foi recompensado.
Quando fizemos a reportagem sobre a região Vale do Meia Ponte em Goiânia, o cansaço foi tão grande que chegávamos em casa ao final do dia com uma dor de cabeça imensa, dores no corpo e grande indisposição.
Foi uma aventura e tanto, pense, eu nunca que havia andado de ônibus em Goiânia já fui direto para o “eixão”, aquele transporte coletivo superlotado.
Entrevistamos muitas pessoas, fomos com a cara e a coragem falar com o delegado, com diretores das escolas, com os representantes dos bairros, diretores de postos de saúde, moradores e muitas outras pessoas...
Para escrever esta matéria gastamos SETE horas...
Foi legal, valeu a pena:
Ganhamos o 1° lugar no Prêmio Jornalismo da Universidade Católica de Goiás.
Repetimos o feito do ano passado...
Somos só alegria e louvor a Deus por tudo que Ele nos dá!!!

Não cresce menininha...









Por que você tem que crescer tão rápido???
Fica pra sempre assim, Pequenininha!!!!
A madrinha te ama tanto...



Direitos Humanos exigem solidez




Faz 60 anos amanhã que as Nações Unidas adotaram a Declaração Universal dos Direitos Humanos, a primeira proclamação internacional da dignidade e direitos iguais inatos de todas as pessoas.

Até hoje, a Declaração Universal continua sendo o mais importante ponto de referência individual para discussão de valores éticos, que atravessa todas as linhas divisórias nacionais, ideológicas e éticas.

A visão esclarecida da Declaração, de liberdade individual, proteção social, oportunidade econômica e deveres com a comunidade, porém, ainda não foi realizada. Tragicamente, genocídios estão acontecendo novamente, desta vez no Sudão.

Uma agenda de segurança, realçada a partir dos atentados aos EUA, em 2001, incluiu tentativas de legitimar o uso da "extradição extraordinária" (o movimento de prisioneiros e suspeitos entre países sem o processo jurídico de praxe) e a tortura.
Para mulheres ao redor do mundo, a violência doméstica e a discriminação no local de trabalho são uma realidade diária.
Minorias sofrem estigmas, discriminação e violência em países desenvolvidos e em desenvolvimento.

O direito à informação é negado a milhões por meio da censura e intimidação dos meios de comunicação.

A pobreza é nossa maior vergonha. Pelo menos um bilhão de pessoas muito pobres, 20% da humanidade, têm negados diariamente os direitos básicos a alimentos adequados e água limpa.
Enquanto persistirem flagrantes desigualdades entre ricos e pobres não poderemos alegar que estamos fazendo progresso adequado no cumprimento das ambições estabelecidas há 60 anos.
No momento em que registramos este aniversário, a questão é como proteger a dignidade e os direitos humanos inatos de todas as pessoas. Uma parte fundamental da resposta está nos sistemas mais eficazes de prestação de contas, de forma que os direitos sejam reconhecidos e as leis, cumpridas.
Se lançarmos, porém, um olhar rigoroso ao que já foi alcançado ao longo das seis décadas passadas e ao que continua resistindo a todas as nossas tentativas fica claro também que isso não será o bastante.

Os mais graves desafios, de discriminação, opressão, injustiça, ignorância, exploração e pobreza, não podem ser abordados apenas por meio da lei e da polícia.

Se quisermos que as reformas sejam sustentadas e se quisermos assegurar que elas verdadeiramente protejam os direitos humanos, necessitamos de instituições de governo eficazes. Instituições precariamente equipadas ou corruptas representam um obstáculo básico para a efetiva proteção e promoção dos direitos humanos.

Nos anos recentes, bilhões de dólares têm sido investidos por governos, empresas e instituições filantrópicas privadas no combate à pobreza nos países pobres. Milhões de pessoas se beneficiaram.

Os países envolvidos, porém, reconheceram publicamente que, sem capacidade institucional muito melhorada - por exemplo, sistemas de saúde nacionais e locais competentes e bem dotados de recursos - o progresso adicional será limitado.
Igualmente, bilhões de pessoas hoje não conseguem ter acesso aos seus direitos legais ou a protegê-los porque os sistemas responsáveis pelo cumprimento das leis e da ordem jurídica estão exauridos ou carecem de integridade.

Mudar isso exigirá investimento em larga escala em tribunais, autoridades judiciais, polícia, sistemas prisionais, ministérios sociais e parlamentos, assim como em instituições nacionais de direitos humanos e outros órgãos oficiais de monitoramento.

Nada neste aniversário é mais importante do que instar nossos líderes a reconhecer a dimensão da tarefa e se comprometer com uma ação sustentada para criar capacidades institucionais que visem proteger os direitos humanos, começando nos seus próprios países.

No momento em que os líderes mundiais se apressam para tratar da crise econômica global atual, pode parecer irreal reivindicar investimentos de vulto e de longo prazo deste tipo. Apesar de a estabilização do sistema financeiro internacional ser importante, porém, ela não solucionará os desafios mais amplos de governança.

Os direitos humanos não podem ser consumados na ausência de instituições eficazes. Onde tribunais e polícia são corruptos, sobrecarregados e ineficientes, os direitos civis básicos serão violados.

Onde ministérios da área social são mal equipados, sem poderes, ou carecem de pessoal qualificado, os direitos básicos para a obtenção de cuidados médicos, educação e habitação adequados continuarão sendo descumpridos.

Mesmo o país mais rico do mundo, os Estados Unidos, luta para implantar as muito necessárias reformas para parte das suas instituições mais importantes - incluindo os seus sistemas de educação e saúde. Pense o quanto esse desafio é mais difícil para os países em desenvolvimento. Obter progresso é um grande teste de maturidade política.

Ele é essencial, contudo, se quisermos transformar os direitos numa realidade para todos. Ao longo do ano passado, na condição de membros do "The Elders" - um grupo de líderes formado sob a inspiração de Nelson Mandela - estivemos trabalhando com uma grande variedade de organizações parceiras para transmitir uma mensagem de direitos humanos ao mundo por meio do "Every Human Has Rights Campaign" (Campanha Todos os Humanos Têm Direitos).

Graças a esse esforço coletivo, dezenas de milhares de pessoas, e milhões mais através de escolas, grupos comunitários, sindicatos de trabalhadores e organizações da sociedade civil, voltaram a se identificar, ou se identificaram pela primeira vez, com as metas da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Este é o motivo para ter esperança.

Dispomos de melhores ferramentas para comunicar e exigir justiça na comparação com qualquer geração antes de nós.

Temos metas globais e destinos em comum que nos vinculam.

Agora precisamos de liderança, recursos, uma maior sensação de urgência e um compromisso com os esforços de longo prazo que devem ser dedicados para assegurar que os direitos consagrados na Declaração Universal sejam não só reconhecidos universalmente, mas também respeitados.


Por Mary Robinson e Desmond Tutu


Mary Robinson foi presidente da Irlanda e Alta Comissária das Nações Unidas para Direitos Humanos. Desmond Tutu é arcebispo emérito da Cidade do Cabo e Prêmio Nobel da Paz. Ambos são membros do "The Elders", www.theElders.org. Artigo publicado no “Valor Econômico”:

Gerânio

Hoje disseram-me que esta é a melhor definição de mim...
Ouvi a música e acreditem, 99% dela é minha verdade!!!!

Gerânio
(Nando Reis, Marisa Monte, Jennifer Gomes)

Ela que descobriu o mundo
E sabe vê-lo
do ângulo mais bonito
Canta e melhora a vida, descobre sensações diferentes
Sente e vive intensamente
Aprende e continua aprendiz
Ensina muito e reboca os maiores amigos
Faz dança, cozinha, se balança na rede
E adormece em frente à bela vista
Despreocupa-se
e pensa no essencial
Dorme e acorda
Conhece a Índia e o Japão e a dança haitiana
Fala inglês e canta em inglês
Escreve diários, pinta lâmpadas, troca pneus
E lava os cabelos com shampoos diferentes
Faz amor e anda de bicicleta dentro de casa
E corre quando quer
Cozinha tudo, costura, já fez boneco de pano
E brinco para a orelha, bolsa de couro, namora e é amiga
Tem computador e rede, rede para dois
Gosta de eletrodomésticos, toca piano e violão
Procura o amor e quer ser mãe, tem lençóis e tem irmãs
Vai ao teatro, mas prefere cinema
Sabe espantar o tédio
Cortar cabelo e nadar no mar
Tédio não passa nem por perto, é infinita, sensível, linda
Estou com saudades e penso tanto em você
Despreocupa-se
e pensa no essencial
Dorme e acorda

W.C



Cada vez mais os homens me assustam.

Há poucos dias presenciei um diálogo no mínimo revoltante. Mais uma menina perdeu a virgindade. Mais uma menina está prestes a receber uma benção que no momento não seria a coisa mais apropriada para uma criança de dezesseis anos.

Os homens me assustam...
Estava voltando para minha casa, cansada, após um dia intenso, só queria dormir um pouco até chegar ao meu destino, quando vozes irrequietas começaram um burburinho, e que burburinho...

Um rapaz contava aos outros em um tom de zombaria (que lhe era usado pra camuflar o desespero), que seria pai. “Ai cara eu transei aí e acho que a mulher tá grávida”, os outros o perguntavam se ele estava namorando a moça e ele “espertamente” aclamava que não, que ela era rodada demais e não gostava de se amarrar a ninguém.

Daí para frente ele começou a descrever como se dera o ato sexual. Ele, sempre o bom. A menina, a louca que o atiçara e não chegava a valer cinqüenta centavos. As conversas dali para frente evoluíram, rapazes que estavam ali começaram a contar as melhores casas de prostituição, onde conseguiriam mulheres de forma fácil e sem gastar menos de cem reais.

Eu, em silêncio, não conseguia acreditar no que ouvia. Revolto-me com isso. Só de pensar na possibilidade do meu futuro esposo estar por aí se divertindo na vida fácil, enquanto eu me guardo... Ou pensar que outras meninas acreditam piamente no amor de um animal como esse e acabam sendo vítimas de ataques públicos à sua moral.

Homens, vocês me assustam.
Colocam-nos ao nível de um sanitário público. Usam-nos, jogam seus excrementos, chutam e ainda saem falando mal do odor.

Mas nesta mesma história o mais terrível foi a solução encontrada por uma ilustre colega de vã:
Vocês homens devem passar em uma papelaria e mandar plastificar isso de uma vez para não correr perigo...
Perigo?
Deviam plastificar o cérebro, pois seus os órgãos genitais não servem para nada, além de gerarem desamparados à humanidade.


Você tem fome de que?





“Comida é pasto. Você tem sede de quê? Você tem fome de quê? Agente não quer só comida, agente quer comida diversão e arte. Agente não quer só comida, agente quer saída para qualquer parte. (Titãs- Comida)”

O salário mensal de um senador é de R$ 12.720, mas o custo total de cada um para os cofres da União supera os R$ 120 mil por mês, considerando as verbas a que têm direito os 81 senadores do país. Já um jovem brasileiro recebe por mês em média R$ 414,05, sem adicionais ou verbas extras.

Nesta quarta-feira (3), os senadores voltarão a discutir o projeto de lei que limita a 40% a venda de ingressos com metade do preço para estudantes em todo país em eventos culturais e desportivos, além de minar tal direito aos finais de semana.

A alegação dos genitores de tal projeto (parlamentares e produtores culturais) é a de que no Brasil é muito fácil obter carteira de estudante devido a uma má fiscalização, que proporciona a cursos de idiomas, de dança e de concursos tal regalia, fazendo-os perder seus magníficos lucros.

Talvez seja mais cômodo para um parlamentar retirar o direito estudantil de obtenção da meia entrada, que cobrar a justiça da real obtenção das carteirinhas.

Em Goiânia um ingresso para o cinema custa dezesseis reais aos finais de semana. Em São Paulo, o teatro musical Tom & Vinícius, tem seu ingresso ao preço de R$100. Não que tais eventos culturais não valham este preço, porém, um jovem com salário médio de R$ 414,05 não tem condições de consumir 24,15% de seus ganhos, quando precisa de cumprir com suas obrigações monetárias.

Com esta nova lei, talvez eu que sou uma desocupada passe o meio da semana a procurar avidamente um local onde minha carteirinha de estudante possa valer, afinal, só posso me ocupar de tal atividade durante este tempo. Estudar pra que? Tornar-me-ei uma nobre parlamentar, que goza de diversas dificuldades monetárias e nenhuma verba extra para assistir cultura até mesmo longe daqui, no exterior, onde a ralé nem sonhe em utilizar um mero objeto de destruição popular, conhecido como carteira estudantil.

Você tem fome de quê?
De pão?
De circo?

Locomotiva




O céu abre passagem
Quando os ponteiros dizem não
Quando o momento insiste em estar
Mais próximo do sim
Talvez seja a hora
De arrumar as malas, ser vagão
Que anda sem saber o rumo
Só pelo prazer de andar
Estar no passo certo
É redundância, é a vida
Puxada na locomotiva
Que os dias atrevidos
Insistem em pegar carona
Que horas já são?
Nesse instante me devoro
No pensamento constante
Na hora que deveria ser minha
E que sem angústia controlo
(Maninho)
Poesia linda do Maninho, cantor, compositor e poeta, que de uma maneira ímpar, traduz em palavras o que mais ninguém consegue explicar!!!
Mais preciosidades no blog dele: