Façam-me o favor


E quem foi que disse que as pessoas são feitas de uma fôrminha igualitária, sem personalidade, sem características próprias, sem cara ou caráter.

Eu sou diferente de você, sou diferente da minha mãe, do meu pai, dos meus irmãos, aliás, sou diferente de mim mesma. Transtorno bipolar? Não! Apenas mudanças, estas adquiridas ao longo do caminho. Para se ter noção do que digo, compare minha foto de hoje com a de um ano atrás...Eu mudei, eu estou mudando!

Por que estou falando isso? Pois existem pessoas que insistem em determinar um modelo de caráter pessoal e, portanto, em seu mundinho limitado acreditam que todos devem enquadrar-se na mediocridade de seus raciocínios ilógicos.

Pessoas que raramente aparecem para te perguntar como foi seu dia, para saber como está sua vida, suas vitórias, os planos. Estes sempre surgem para apontar-lhe a ausência do que consideram importante para seus interesses, para subjugar-lhe a seu fardo ideológico.

Quer um exemplo? Se eu não estou namorando é por que não chegou a hora, porém, me acusam de acomodada, ou se eu estou namorando, meu namorado possui problemas de personalidade irremediáveis: Termine!

Vá entender...

Façam-me um favor: joguem fora esses óculos da hipocrisia. Eu sou única, você também é. O natal está chegando, não façam deste momento a hora de esfregar no humos a face dos outros para apontar-lhes aquilo que eles não são, ou que a fôrminha destes são tão diferentes da sua que você não pode suportar as diferenças.

Acreditem, as pessoas vivem bem melhor durante toda a ausência anual de quem não se importa com elas que na obrigatoriedade dos telefonemas mórbidos de “boas festas” para a exigência de enquadramentos nos padrões medíocres de formatações pessoais.

Ácida? Talvez! Esta é minha fôrma e minha forma!

Música para apaixonar

1 comentários



Estou em um momento super Narciso (rsssss), mas, já achei uma trilha sonora para o dia que eu encontrar alguém especial...
Além disso a banda é fantásticaaa, vale a pena ouvir o trabalho do " O Teatro Mágico".
Com vocês , "cuida de mim":


Pra falar verdade, às vezes minto
Tentando ser metade do inteiro que eu sinto
Pra dizer às vezes que às vezes não digo
Sou capaz de fazer da minha briga meu abrigo
"Tanto faz" não satisfaz o que preciso
Além do mais quem busca nunca é indeciso
Eu busquei quem sou
Você pra mim mostrou
Que eu não sou sozinha nesse mundo.

Cuida de mim enquanto não me esqueço de você
Cuida de mim enquanto finjo ser quem eu queria ser.
Cuida de mim enquanto não me esqueço de você
Cuida de mim enquanto finjo... Enquanto fujo...

Basta as penas que eu mesmo sinto de mim
Junto todas, crio asas, viro querubim
Sou da cor do tom, sabor e som que quiser ouvir
Sou calor, clarão e escuridão que te faz dormir
Quero mais, quero a paz que me prometeu
Volto atrás se voltar atrás assim como eu.


Busquei quem sou
Você pra mim mostrou
Que eu não estou sozinho nesse mundo.


Cuida de mim enquanto não me esqueço de você
Cuida de mim enquanto finjo que sou quem eu queria ser.
Cuida de mim enquanto não me esqueço de você
Cuida de mim enquanto finjo... Enquanto fujo...


http://www.youtube.com/watch?v=W6igEPWb6Xg&feature=related

Ensaio filosófico sobre minha velhice


Deslizo a escova lentamente entre minhas madeixas cuidadosamente moldadas pela delicadeza do secador a 200 ° juntamente com o auxílio da tão doce chapinha.
Ao fundo uma música daquelas que se ouve em propaganda de shampoo.
Uauuuu, eu tenho cabelos sedosos! Eu tenho cabelos sedosos! Eu tenho cabelos AAAAAAHHHHHHHHHHH...

Meu momento “Narciso” capilar se rompe no instante que observo (NÃAAO!) UM FIO DE CABELO BRANCO!

Jesus Cristo salve-me! Eu tenho um CABELO BRANCO!

Tento com todas as forças (dos meus 23 anos) arrancar o intruso que insiste em misturar-se com os outros milhares de cabelos que parecem lhe dar proteção contra meus dedos raivosos sedentos por decepar-lhe de meu coro cabeludo.

EU TENHO CABELO BRANCO!

Talvez o furor ocasionado por um fiozinho branco de nada, tenha fundamentos solidificados na frase de Santa Tereza de Ávila (e confirmados pelo relógio), “tudo vai passar”:

A disposição de conversar até altas horas da madrugada será trocada por um sono arrebatador logo após o “boa noite” do Bonner (um minuto de silêncio, no período de minha velhice certamente este já haverá partido para a eternidade).

O despertador que apita às cinco da madrugada e me faz saltar da cama para ir à faculdade será substituído por outro despertador que tocará ás cinco, porém, para que sonolentamente eu levante esbravejando, lutando para não pisar no penico aos pés da cama e vá tomar meus comprimidinhos tarja preta.

O triatlon que faço atualmente será substituído pela animada aula de hidroginástica com outros coleginhas centenários, ao som de (NÃAAOOO) Djavú, mas quem importa não é mesmo, provavelmente estarei mais surda que já sou atualmente.

Minha coluna que já não é lá uma Brastemp óssea (tenho 45° de escoliose. Está pasmo? Imagine eu...) poderá levar-me ao estrelato com a seguinte manchete “Extra, extra, encontraram o “Corcunda de Notre Dame”, na verdade se trata de uma mulher, seu nome é Maria Amélia Saad, uma jornalistazinha centenária aposentada”.

Meus passeios (que segundo um grande amigo historiador, do Espírito Santo, faz parte da miséria da filosofia pequeno-burguesa, ou seja, a classe média. Ta certo ele não disse a parte do pequeno-burguesa, mas certeza que pensou!) no shopping de Anápolis serão substituídos por bailes da “melhor idade”. Contando que (como já disse anteriormente) eu provavelmente estarei surda a finalidade de tal passatempo será contar às minhas amigas os benefícios ocasionados pela última consulta geriátrica, ou um flerte com algum coleginha aposentado.

Em fim, vou precisar de uma bengala, de netos, noras, genros e filhos. Eu serei a sogra maligna (isso mesmo, aquela dos filmes de terror ou comédia). Sentirei dores por todas as partes do corpo. Usarei uma dentadura e aparelho para audição. Assistirei padre Fábio de Melo (NÃAAOOO) na TV. Esquecerei o nome da empregada, dos membros da família e o meu próprio. Poderão abandonar-me em um asilo sem as visitas de ninguém e...

Opa, arranquei o fiozinho maligno...
Graças a Deus, pois, esta história de ensaios filosóficos sobre minha velhice me deixou um pouco temerosa.

Por que Eu sou só palavras...

DECIFRE-ME

Alegria, alegria...


O sol é tão bonito
Eu vou...
Sem lenço, sem documento
Nada no bolso ou nas mãos
Eu quero seguir vivendo, amor
Eu vou...
Por que não, por que não...
Por que não, por que não...
Por que não, por que não...
Por que não, por que não...
(Caetano Veloso)
ESTOU DE FÉRIAS, EM FIM...

Maltrapilho

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Paro por aqui
Não posso passar pela porta dos perfeitos
Proíbem meu jeito, defeito não é bem aceito aqui
Acesso negado

Quero te seguir
Será que me deixam aproximar de ti?
Tocar no teu manto, comer nesta mesa, beijar teus pés
Sentir o amor que não tem ressalvas
Que salva o que é meu
Que me chama a estar contigo

E assim posso esperar
que seja aquela mesma esquina
ou mesmo do lado de fora
ninguém merecerá
mas tua graça me conforta
que deixa ao fim Te alcançar




Eu que sou maltrapilha, faço desta canção minha conversa com Deus:
Mesmo que muitas vezes do lado de fora, Tua graça me conforta!
Que deixa ao fim que eu te alcance!

Tempero de saudade...


Bem, esta é a sensação que tenho ao terminar o livro “Julia e Julie”, da americana Julie Powel. Sinceramente, em si eu esperava muito do livro e minhas expectativas foram, digamos, um pouco frustradas...

Esta é a história de uma secretária americana proveniente do Texas, mas que mora em NY. Julie está a beira dos 30 anos e da loucura por não possuir a carreira dos sonhos, não ter uma moradia decente, além da pressão social para que procriasse.

Um dia visitando a casa da família, no Texas e em meio ao caos de sua vida, Julie encontra o divisor de águas para sua existência até então medíocre: o livro Mastering the Art of French Cooking (dominando a arte da cozinha francesa), da também americana Julia Child (1912-2004).

Incentivada pelo marido, Erick, Julia cria um blog (alô gente isso aconteceu em 2002, ou seja a blogosfera era uma novidade; eu nesta época iluminada brincava de Super Mário em um computador que demorava ilustres dez minutos para ligar, e nem sonhava com Internet) que tinha como objetivo contar o desafio de Julie de fazer em 365 dias as mais de 500 receitas do livro de Julia Child.

Aí começa a aventura de uma mulher desesperançosa, louca e desequilibrada rumo à redenção de seus dramas! Julie Powel traça em uma narrativa linear suas aventuras culinárias acoplando suas aventuaras existenciais...

Sinceramente, este livro não me comoveu, mas agora ao fechar a ultima página, começo sentir saudades das histerias irreais da Julie e de seus dramas existenciais e daquele tempeiro insano que ela inceriu sem querer em minha memória.

Agora me resta esperar pelo filme Julia e Julie, com a fantástica Merly Streep...
Conto com uma prece de vocês para que haja um pingo de modernidade nas salas de cinema desta currutela denominada Anápolis! Pelo amor de Deus, tirem este Crepúsculo de cartaz... Quem precisa de um vampiro adolescente hermafrodita?
Acho que o tempero da Julie está muito forte... Estou falando como ela!